Maldivas :

Uma das grandes atrações das Maldivas é o número infinito de pontos de mergulho extraordinários!!!!

A república das Maldivas é uma grandiosa cadeia de minúsculas ilhas que se estica por 868 km no Oceano Índico. As ilhas são agrupadas em recifes com formatos de anéis chamados de atóis. Cada atol circunda uma lagoa central com fundo de areia e profundidade variando de 35 a 85 metros.

Existem 26 atóis nas Maldivas com aproximadamente 1200 ilhas, 200 desabitadas e outras 100 transformadas em resorts de luxo, mas para chegar nos melhores pontos de mergulho a melhor opção é ficar embarcado num dos luxuosos liveabords.

A primeira impressão que temos ao olhar através da janela do avião é de centenas de minúsculas ilhas desabitadas, com praias de areia branca, cercadas de um mar azul lindíssimo que varia de turquesa na parte mais rasa ao azul marinho quase roxo no mais profundo. No raso, a água transparente deixa a mostra alguns corais. É de tirar o fôlego!!!

O aeroporto de Malé, capital das Maldivas, é pequeno, mas com um movimento grande de aeronaves e táxis-aéreos. Logo que chegamos, o representante do nosso liveaboard já estava nos esperando ansioso para conhecer o primeiro grupo de brasileiros a bordo.

O barco é bem espaçoso com quartos amplos e confortavéis, banheiros privativos grandes com água quente à vontade, ar condicionado e janelas para o mar. Complementam o charme da embarcação um salão amplo para refeições, barzinho com chopeira, solarium com espreguiçadeiras, ambiente com dvd e música, cozinha, mesas e bancos também na popa. E uma banheira jacuzzi para 4 pessoas na proa! Puro charme. Tanque de água doce para máquinas fotográficas e filmadoras. Ducha de água doce e outra salgada na plataforma. Mas o melhor é que todo equipamento de mergulho e os compressores de ar e nitrox vão em outro barco que eles chamam de dhoni e, por isso, você consegue dormir e curtir os intervalos de superfície sem barulho algum, somente a alegria do grupo. As Maldivas tem um clima tropical com temperaturas agradáveis variando de 25 a 30 graus quase o ano todo. Com 2 estações distintas chamadas de monções que afetam as correntes: a monção seca do nordeste (chamada de Iruvai pelos locais) vai de Dezembro a Abril ( mar mais calmo e claro) ou a monção sudoeste úmida (chamada de Hulhangu) que vai de Maio a Novembro (época com mais tubarões-baleia).

A temperatura da água é sempre muito agradável variando de 27 a 30 graus Celsius. As correntes nas Maldivas são fortes e quase todos os mergulhos são em correnteza, na maioria das vezes a favor e algumas vezes contra, o que requer um pouco de experiência dos mergulhadores, um salsichão para marcar a parada de segurança obrigatória em todos os mergulhos: mas a vida subaquática riquíssima compensa qualquer esforço.

Logo no check dive, mergulho obrigatório para acertar a flutuabilidade de todos no ponto Kurumba, no Atol norte de Malé, já tivemos a certeza que os mergulhos seriam inesquecíveis: uma profusão de cores e uma variedade de peixes absurda nos encantou! Cardumes de fusilier nos dando boas vindas, além de peixes unicórnios, borboletas de todos os tipos, peixe anjo real, imperador, muitos peixes-leão e dois nudibranquios. Na volta dos mergulhos éramos sempre esperados com um delicioso lanche, almoço ou jantar a bordo do barco-mãe (nossa casa por uma semana). Normalmente os mergulhos começam bem cedo, lá pelas 6:30 h, depois de um rápido café e “briefing” bem detalhado dos instrutores locais, para vermos os bichos grandes. A descida era sempre rápida para não perdemos o ponto e às vezes tínhamos que nadar um pouco contra a corrente até chegarmos num local abrigado e ficarmos na entrada da corrente somente observando cardumes imensos de peixes de passagem, atuns, xaréus, tartarugas (super dóceis) e vários tubarões, especialmente o galha branca e o grande tubarão cinza de recife. Depois de um rápido giro pelo ponto, podíamos descobrir uma grande quantidade de corais e imensas gorgônias abrigando muitas outras espécies de peixes e crustáceos. Toda essa movimentação, abria o nosso apetite para o generoso café da manhã preparado pelo chef com direito a frutas, suco, omeletes, panquecas, frios e pães, além de outras coisas típicas como feijão doce e picante. Um intervalo de aproximadamente 2 horas, tempo necessário para encher os cilindros e mudarmos de ponto e já estávamos loucos para curtir aquele mar paradisíaco de novo.

Nas Maldivas existe uma variedade enorme de pontos diferentes e muitos naufrágios para agradar a todos os tipos de mergulhadores, especialmente os fotógrafos. Um desses que é muito especial, o cargueiro Maldive Victory (Sudoeste de Hulhule Reef), de 83 metros que afundou numa sexta feira 13 de fevereiro de 1991 e está em posição de navegação na areia aos 35 metros e recoberto de esponjas e corais e é abrigo de muitas espécies coloridas tais como: cangulus azuis e pretos, batfishes (peixes ovais parecidos com os nossos enxadas), anthias, xaréus, peixe-imperador, borboletas bicudas e amarelas, cofrinho, baiacu e muitos nudibranquios. Tem boas aberturas a partir do deck principal, que permitem aos mergulhadores mais experientes e devidamente certificados fazerem um tour dentro dele para ver ainda alguns sacos de cimento que eram transportados naquela época e existem algumas espécies de ostras nas pilastras,como a “true oyster (Lopha cristagalli)” ou a ostra gigante (giant clam) de uma cor azul intensa.

Existem vários pontos que são famosos por se verem as Mantas nas Maldivas, são chamados de estações de limpeza, elas chegam com a corrente e ficam paradas, enquanto os peixes limpadores, (Labroides dimidiatus) em pares, removem a pele velha e os parasitas. As mantas circundam as pedras esperando a sua vez e depois de limpas, nadam graciosamente pelo recife no raso se alimentando de zooplancton. A visão desses animais gigantescos e dóceis é emocionante!

No Atol Sul de Male (Kaafu), fizemos vários mergulhos lindos, mas um marcante foi na região de Guraidhoo, no ponto chamado de Lhosfushi Kandu, onde caímos no azul e já vimos um grupo de 8 tubarões galha branca , em seguida passamos por um canal estreito coberto de gorgônias amarelas e vermelhas com vários crinóides (feather stars) coloridos preso às mesmas, além de cardumes grandes de fusiliers, cocorocas, olho de cão e muitas garoupas enormes bem mansas. A quantidade de moréias também chamou atenção e às vezes numa toca só, víamos 3 diferentes. Uma muito bonita é a moréia favo de mel (Gymnothorax favagineus) branca e com padrões pretos que lembram um favo.

No Ari Atol Sul (Alifu Dhaalu) fizemos mergulhos especiais nos Thilas, recifes de corais que tem seu cabeço a poucos metros da superfície, Baiypolhi thila e Ranveli thila nos encantou com seus blocos de corais moles coloridos, cardumes gigantes de oriental sweetlips (Plectorhynchus orientalis) e cangulus azuis, vários peixes–pedra, um polvo fora da toca, papagaios, barracudas enormes e uma variedade imensa de anêmonas gigantes coloridas: rosa, azul, roxa com seus peixes-palhaços a postos.

O lado sudoeste do Ari Atol, especialmente o ponto Ariyadu Kandu é famoso no mundo inteiro pela aparição regular durante o ano todo de Tubarões-baleia. Os barcos ficam navegando em toda extensão do recife a procura dos tubarões e quando avistados os mergulhadores primeiro fazem mergulho livre com os mesmos, enquanto os cilindros são recarregados nos Dhonis e depois fazem o mergulho autônomo. Infelizmente, não tivemos essa sorte, desta vez.

No Ari Atol Norte (Alifu Alifu), outros mergulhos fantásticos e coloridos no Buri thila e um noturno muito especial no Ellaidho Thila: cangulo-palhaço (Balistoides conspicillum), Cangulu Titan (Balistoides viridescens), raias pregos, peixes anjo real, corais negros e mesas de corais duros com cardumes de peixinhos de barriga transparente (glassfish), o longnose hawkfish escondido em gorgônias. Filhotes de tubarões galha branca em tocas, moréias gigantes, lagosta e camarões palhaços, além de simpáticos ermitões nos fizeram apaixonar de vez pelos mergulhos nas Maldivas.

Um jantar surpresa numa Ilha deserta, com direito a flores e velas, além de manta e tubarão baleia desenhados na areia, com direito a lua cheia foi a nossa noite de despedida, especialmente preparada com carinho pelos tripulantes do nosso liveaboard.

Para fechar com chave de ouro, nosso último mergulho no ponto conhecido como Fish Head (considerado um dos 10 melhores pontos de mergulho do mundo), um napoleão gigante, que de tão dócil que era, nos lembrou um cachorro a procura de carinho, nos acompanhou o mergulho todo, fazendo a alegria dos fotógrafos, principalmente quando se juntou ao grupo para uma foto com a bandeira do Brasil!

Depois de todos esses mergulhos maravilhosos, ficamos um dia hospedados no resort Hulhule para descansarmos, conhecermos um pouco da capital Male, seus atrativos, compras e sua população. Fizemos um city tour a pé, pois a cidade é bem pequena visitamos a Mesquita “Grand Friday” , o mercado de peixes, o Palácio do Sultão, o Palácio do Presidente, o museu nacional e algumas lojas de artesanato local (muitos artigos feitos com fibra de coco e madrepérola). À tarde, fizemos um passeio imperdível que é o vôo panorâmico de hidroavião para vermos a belíssima região.

Informações importantes: Como chegar: Existem várias possibilidades a partir da Europa, mas a melhor a partir do Brasil é pela Emirates, SP/Dubai/Male. A Omnimare oferece pacotes com varias opções e acompanhamento de grupos. Informações: viagens@omnimare.com.br

Idioma: O Dhivehi é a língua oficial, mas o inglês é falado em todas as partes.

Religião:100% Islamismo

Moeda local: A moeda local é a Rupia, mas em todos os lugares se aceitam dólares.

Documentos para entrada: passaporte com validade de no mínimo 6 meses e certificado internacional contra febre amarela. O visto de 30 dias é fornecido no aeroporto no momento do desembarque.

Na volta a caminho do Brasil, passamos 02 dias em Dubai, nos Emirados Árabes, a cidade mais balada do momento. É uma meca ao consumismo com suas centenas de shoppings (alguns temáticos como do Egito, outro com pista de esqui) e lojas espalhadas pela cidade e com preços bem convidativos (algumas agrupadas numa região da cidade especializadas em determinados produtos chamadas “souks”). Possui uma mescla interessante de prédios antigos e super modernos como o hotel mais caro do mundo: o Burj Al Arab, famoso pela sua estrutura em forma de vela e pelo luxo, Jumeirah Beach Hotel, suas ilhas artificiais e condomínios lindíssimos. É interessante fazer um city tour para conhecer as diversas atrações: o museu de Dubai (muito interessante pois recria toda a história do local com estátuas que parecem verdadeiras dos primeiros habitantes e suas atividades comerciais), o Bastakia ( bairro de colonização iraniana, comércio e costumes), a região de Creek com seus antigos comércios (souks) de especiarias, roupas, eletrônicos ou de ouro, restaurantes a beira do rio e onde é possível fazer uma travessia para o outro lado da cidade num barco típico, chamado de Abra, que funciona como um táxi aquático coletivo, para melhor observar a população local: uma mistura de varias nacionalidades (árabes, indianos, paquistaneses, libaneses, europeus, chineses e até brasileiros atraídos pelas possibilidade de novos negócios). A grande maioria da população é muçulmana e é comum vermos homens usando os tradicionais dishdasha (um longo e branco vestido-camisa) e mulheres mais jovens usando um abaya (longa capa negra) ou lenço em volta do rosto e cabelos e as mulheres mais velhas usando burcas (deixando somente os olhos de fora). Existem muitas opções de agito para quem quer curtir a noite, uma variedade grande de bares, restaurantes e casa noturnas, além de teatros e cinemas. Mas é bom lembrar que Dubai fica num país muçulmano e bebidas alcoólicas só são vendidas aos visitantes e dentro dos bares e restaurantes dos hotéis. Uma boa opção é conhecer um dos diversos restaurantes árabes a beira do rio em Creek ou jantar num dos barcos que ficam navegando ao longo do rio e oferecem musica e shows típicos a bordo. Com certeza, Dubai é uma boa opção de diversão após uma semana de mergulho!

Informações importantes:

Como chegar: a Emirates voa de SP a Dubai 6 vezes por semana.A Omnimare tem pacotes integrados com mergulho ou não para lá. Informações e reservas pelo telefone: 12- 3832-2005 ou pelo e-mail: viagens@omnimare.com.br

Clima: Localizado exatamente sob o Trópico de Câncer, têm temperaturas amenas e dias ensolarados no inverno e muito calor e umidade nos meses de verão. As noites podem ser mais frias, especialmente no inverno. Quando ir: De novembro a março é garantia de tempo bom durante o dia. De junho a setembro: o calor e a umidade são intensos e podem se tornar incômodos, embora os preços dos hotéis sejam atraentes nesta época.

Moeda local: a moeda local é o dirham, mas o dólar é aceito em muitos lugares. US$1 é igual a Dhs 3,6725.

Onde ficar: existem muitas opções de hotéis: os mais luxuosos e caros como o Burj Al arab, o Jumeirah Beach hotel, o Fairmont Dubai e grandes redes como Hilton, Meridien, Ritz ou de preços mais acessíveis, mas bem confortáveis como o Novotel, Towers Rotana e o Majestic hotel.

Documentos para entrada: passaporte com validade mínima de 6 meses e visto que pode ser emitido através da reserva de hotel ou no aeroporto.Existe um visto para passageiros em transito que queiram conhecer a cidade e iram permanecer de 5 a 96 horas em Dubai. Mais informações na Embaixada dos emirados árabes no Brasil: www.uae.org.br

Texto e fotos de Elsie C. Orabona (Formada em Licenciatura em língua inglesa e Tradução e Interprete pela PuCCamp, especialização para professores da língua inglesa em Londres no Westminster College, fotógrafa sub,instrutora de mergulho PADI MSDT 86861) desde 1994 e sócia da Omnimare Turismo, Mergulho e Aventuras) Tel:12-3832-2005 elsie@omnimare.com.br

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

 

Indonésia : um paraíso dentro e fora d’água !

A Indonésia é o maior arquipélago do mundo e possui mais de 17 mil ilhas, isso mesmo, 17 mil, só isso já indicaria que é um lugar interessante para mergulhar, mas na verdade é bem mais do que isso, lá foi descoberta uma diversidade imensa de peixes e corais tornando o local um verdadeiro paraíso subaquático, mas por acreditar que devemos não somente conhecer o local debaixo da água, mas também sua cultura, seu povo e atrações, fizemos uma viagem muito especial misturando mergulhos incríveis com muita cultura e diversão.

Escolhemos começar nossa tão sonhada viagem pelo Parque Marinho de Bunaken, numa ilha paradisíaca, dentro do parque e com um único hotel, muito charmoso e com serviços excepcionais, que nos fizeram sentir no paraíso com toda atenção reservada ao primeiro grupo de brasileiros na ilha e mergulhos sensacionais. Para chegarmos lá, uma longa jornada, que valeu cada segundo: partimos de SP em direção a Amsterdã e ficamos por lá umas 8 horas, suficiente para fazermos um city tour e nos recuperarmos para a próxima etapa da viagem até Jacarta, capital da Indonésia (dezessete horas de vôo). Uma noite em Jacarta, essencial, descansar numa cama os ossos para continuar a jornada no próximo dia até Manado, capital do norte Sulawesi, de onde partimos de barco até o Parque Marinho de Bunaken. Recepção de boas vindas com flores e sucos tropicais, toalhas molhadas e perfumadas para amainar o calor e uma água transparente e convidativa para um mergulho. Pronto, logo depois do briefing, check in nos bangalôs e o grupo, ou quase todo, já estava preparado para o seu primeiro mergulho nesse paraíso. Primeira parada: Alungbanua, mergulho tranqüilo para relaxar, acertar lastro e já matar a vontade de molhar o equipamento: mas de cara já deu para perceber o que nos esperava, após o briefing ainda no hotel, os divemasters pegaram nossos equipamentos e carregaram para o barco até as máquinas fotográficas que foram devidamente acondicionadas em caixas e para completar a mordomia, depois do mergulho eles lavavam e guardavam nossos equipamentos. Para que pudéssemos nos preocupar apenas em nos divertir, tirar fotos e mergulhar. O mergulho foi interessante e descobrimos logo milhares de anêmonas coloridas com seus “nemozinhos”, nudibranquios de todas as cores e formatos, corais moles e milhares de peixinhos a nos dar boas vindas ao paraíso. Como estávamos num grupo grande de 18 mergulhadores fomos divididos em 2 barcos e com um guia local para cada 3 ou 4 pessoas. Após o mergulho, fomos curtir a maravilhosa piscina do hotel de frente à praia e curtir um belíssimo por do sol no mar de Celebes, os tons de vermelho e dourado do sol misturando-se ao mar e ao vulcão Manado Tua no horizonte ficarão para sempre gravados em nossa memória.

Ao longo de uma semana fizemos mergulhos maravilhosos, alguns com muita corrente, outros em locais mais abrigados, alguns no azul para vermos peixes grandes, como tubarões galha preta e branca, barracudas, cardumes de xáreus, atuns e napoleões; outros em muck dive, mergulho na areia escura, para ver os peixes mais bizarros e outro para vermos um dos mais lindos peixes do mar: o mandarin, que sai somente no crepúsculo do dia para se acasalar: eles são bem pequenos, variando de 20 a 50 mm e com um colorido muito diferente, chamam atenção por sua beleza e balé de acasalamento em cima dos frágeis corais em que vivem. Mergulhamos também em Lekuan 1, 2 e 3, Bunaken Timur, Siladen Jetty, Tanjung Kopi, Mike’s, Sachiko’s Point entre outros, normalmente tinha um recife mais raso e logo em seguida um paredão infinito recoberto de corais moles e muitas Feather Stars de todas as cores possíveis. Cardumes de borboletas, cangulus e uma variedade impressionante de vida macro. Os mergulhos noturnos eram feitos em locais mais abrigados, mas nem por isso menos interessantes, onde pudemos observar tartarugas, polvos, diversas moréias e a serpente marinha. Num dos paredões, resolvemos ir um pouco mais fundo para vermos a enorme quantidade de tubarões no fundo de areia e quando estávamos subindo tivemos a grata surpresa de encontrarmos uma senhora tartaruga, nadando calmamente com 2 rêmoras próximas ao casco. Ela deslizou graciosamente até encontrar uma toca grande, onde parou para descansar, o que causou deleite para todos os fotógrafos do grupo. Uma semana de mergulhos incríveis e muitas risadas , mudamos o ritmo do hotel com nossa alegria e todo o staff queria aprender a falar português. No ultimo dia nos fizeram uma festa surpresa com direito a troca de presentes e lágrimas nos olhos, mas a viagem ainda estava na metade e tínhamos agora a parte cultural pela frente. Seguimos então para Yogyakarta, Jogjakarta ou apenas Jogja como é gentilmente chamada por seus moradores, é um centro importante de arte e cultura javanesa como batik, ballet, artes cênicas e música, mas também é o maior centro educacional do país, onde se concentram as melhores universidades. Entretanto, mundialmente é mais famosa por ficar próxima de 2 patrimônios históricos da humanidade: Borubodur e Prambanan.

Começamos nosso passeio pelo maravilhoso templo budista de Borobodur , que foi construído entre os anos de 750 a 850 AD e significa em sânscrito “Monastério Budista na Colina”, e tem a historia de Buda esculpida em pedras, que foram moldadas e encaixadas como um quebra-cabeça ao redor do templo. A paz que sentimos no local é imensa, e só é atrapalhada às vezes pelos pedidos constantes de “Posso tirar uma foto com vocês?” É, por mais incrível que pareça, acabamos virando atração local dos indonésios que adoram tirar fotos com estrangeiros. Depois fomos conhecer um vilarejo típico daquela região e pudemos apreciar a hospitalidade típica dos indonésios num almoço oferecido por moradores locais, observamos seus trabalhos e maneiras simples de viver, mas com um respeito muito grande por sua cultura e tradições. Esse tipo de turismo sustentável é incrível, pois nos dá oportunidade de conhecer melhor a cultura local e ainda ajuda a população a sobreviver de maneira decente e sem estragar o meio-ambiente. Outro passeio imperdível é o complexo de Prambanan, com seus templos hinduístas e belos jardins, que foram construídos na metade do século nove e em parte estão sendo reformados, pois foram afetados pelo grande terremoto que atingiu a região em 2006. O City tour em Yogyakarta é muito interessante e o passeio no palácio do sultão, que ainda governa a região, vale a pena. Para aqueles que gostam de compras, a cidade é um paraíso, pois quase todo artesanato e pratas vendidos no país é feito aqui e os preços são muito convidativos. Mas, se não quiser pagar excesso de peso em vôos internos, a dica é vir para cá com pouca coisa para poder comprar roupas, artigos de couro e prata. Não deixe de passear na cidade em um típico becak, que são bicicletas com um assento na frente e estão em todos os lugares da cidade, funcionam como táxis e depois das motocicletas são os meios de transportes mais utilizados na região.

Nossa chegada em Bali foi em grande estilo com direito a colar de flores de boas vindas no aeroporto e música com drinks no hotel. Escolhemos ficar em Kuta para ter bastantes opções de diversão, agito e compras. Fora do circuito praia e agito, Bali possui muitos passeios culturais interessantes e no dia seguinte seguimos até Singapadu, onde conhecemos uma casa típica Balinesa e vimos o ritual diário de oferendas, que é feito 2 vezes por dia por todos, em suas casas e locais de trabalho para agradecer e pedir proteção. Em Bali pudemos observar a beleza dos trabalhos entalhados em madeira, que estão presentes em todos os lugares; beirais de portas e janelas, adornos de templos, móveis ou artigos de decoração. Todas as casas, por mais simples que sejam possuem um templo e um jardim, sempre bem cuidado. Seguimos até o Monte Batur, um vulcão ativo e com um lago de águas quentes por causa de sua caldeira, que é atração local. Almoçamos por lá, admirando a paisagem, visitamos uma plantação de arroz típica no local e seguimos até Ubud para conhecer o belíssimo templo Pura Batuan. Outro passeio imperdível é a visita ao templo dos macacos, Pura Luhur, em Uluwatu, esse vale a pena pelo local, fica num penhasco lindo e proporciona um espetáculo duplamente interessante: um natural que é a interação dos macacos com os turistas e outro que é a apresentação de um balé, no final da tarde, contando sobre uma lenda local. Bali tem muitos atrativos e uma vida noturna agitada, além de surf e mergulho. No final dos 18 dias uma certeza: valeu cada segundo e não vemos a hora de voltar mais vezes a este país tão interessante!

Fatos: Clima: a Indonésia é cortada pelo equador e tem um clima tropical quente com duas estações definidas: a Seca, que vai de Junho a Setembro e a de chuvas, de Dezembro a Março. As temperaturas variam de 23 a 28 graus no ano, podendo ter regiões mais quentes. A temperatura da água do parque marinho de Bunaken varia de 27 a 30, sendo a melhor época para mergulho nos meses de maio a setembro, quando o mar está mais calmo. As correntes variam bastante e às vezes são muito fortes. É recomendado o uso de salsichões em todos os mergulhos. A visibilidade nos recifes alcança até 30 metros e nos muck dives varia de 5 a 10 metros. A Indonésia tem diversos pontos de mergulho para todos os gostos, mas com certeza o Parque Marinho de Bunaken é uma excelente opção para todos os tipos de mergulhadores, do básico aos mais avançados, fotógrafos, pois a diversidade e a qualidade dos mergulhos encantam a todos.

Como chegar: Existem opções a partir da África do Sul, Austrália, Singapura, Japão ou países da Europa. Optamos por fazer um vôo pela KLM até Amsterdã e de lá até Jacarta. De Jacarta até Manado, voamos pela Garuda, mas existem outras companhias que fazem o mesmo trajeto como a Lion Air e a Merpati. O serviço da Garuda nos surpreendeu com aviões novos, sem atrasos e serviço de bordo atencioso. Mas fique atento ao excesso de peso, em vôos internos o máximo permitido são 20 kg em classe econômica. A Omnimare tem pacotes completos para Indonésia e lhe dará todas as dicas sobre o local.

Visto: de turismo é facilmente conseguido nos aeroportos internacionais da Indonésia, basta ter passaporte com prazo de validade de no mínimo 6 meses e comprovante internacional de vacina de febre amarela e pagar uma taxa equivalente a U$ 25,00.

Quem leva: Omnimare Turismo e Mergulho Tel: 12-3832-2005 www.omnimare.com.br e-mail: viagens@omnimare.com.br texto e fotos de Elsie Orabona, instrutora PADI e aspirante a fotografa nas horas vagas.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

 

O Charme do Caribe Holandês

Em frente à Venezuela, abrigado da rota de furacões e com uma série de atrações interessantes, as ilhas que formam as Antilhas Holandesas: Aruba, Curaçao e Bonaire são uma excelente opção de viagem o ano inteiro. Cada qual tem seu charme diferenciado: Aruba é conhecida por seus hotéis suntuosos, cassinos e lojas de grifes internacionais com preços bem acessíveis, além de suas praias lindas e vento constante o que a torna ótima para esportes como o windsurf, kyte surf e vela. Tem ótimas opções de restaurantes e uma vida noturna bem agitada. Um passeio bem interessante e diferente é o passeio no submarino Atlantis que leva até 46 pessoas a bordo para conhecerem o fundo do mar.

Curaçao é a maior das 3 ilhas e famosa por seu excelente licor: o Curaçao Blue. Sua capital Willemstad é charmosa por suas construções em estilo holandês, mas coloridas com o charme alegre do Caribe. Um canal divide dois bairros importantes da Ilha: Otrobanda e Punda com uma ponte móvel que é atração da ilha, pois permite que grandes navios de cruzeiros ou cargueiros passem ao lado dos calçadões, repletos de barzinhos e lojas charmosas. As várias opções de praias de areia branca e um azul turquesa único agradam a todos, algumas com excelente infra-estrutura. O Seaquarium é um passeio imperdível para crianças e apaixonados pelo mar, pois dá oportunidade a todos de verem uma grande variedade de peixes, tubarões, raias, tartarugas e de um show com golfinhos ou até mesmo um mergulho muito especial ao lado deles. A ilha também tem excelentes pontos de mergulho.

Bonaire é conhecida como o paraíso dos mergulhadores e famosa pela facilidade do mergulho de praia e excelente condição de visibilidade e por isso atraem mergulhadores de todo o mundo. A menor das 3 ilhas ABC, tem o seu charme para quem gosta de lugares mais sossegados, apesar de ser menos lotada de turistas possui bons hotéis e restaurantes. Seu pequeno centro comercial é bem charmoso e tem boas opções de compras. A ilha tem um parque onde é comum avistarmos dezenas de flamingos e periquitos, sua vegetação é bem seca com cactos e divi-divi por todos os lados, mas debaixo d’água é um verdadeiro oásis com centenas de peixes coloridos de muitas espécies, corais e esponjas variados, além de naufrágios repletos de vida marinha. O ideal é combinar uma viagem para as 3 ilhas que ficam muito próximas uma da outra. Existem varias opções de vôo via Caracas ou Bogotá e um vôo direto uma vez por semana de Brasília a Curaçao.

Elsie C. Orabona – Instrutora de mergulho, agente de turismo e fotografa sub.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

 
 
e-Learning DAN ASSISTÊNCIA Omnimare no Tripadvisor